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Ministério da Saúde, em parceria com o CFO e Conselhos Regionais, lança levantamento sobre saúde bucal dos brasileiros

A presidente do CRO-SC, Sandra Silvestre, participou hoje (11) do lançamento da terceira edição da pesquisa SB Brasil – Pesquisa Nacional de Saúde Bucal pelo Ministério da Saúde em evento que teve a parceria do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e com apoio dos Conselhos de Odontologia em todo o país. O lançamento aconteceu na Assembleia Conjunta do CFO com os presidentes dos CROs. Esse é o maior levantamento sobre esse tema já feito no País e o investimento total na pesquisa, feito pela Secretaria de Atenção Primária, é de R$ 4 milhões.

A partir de fevereiro até junho desse ano, a pesquisa entra na etapa de coleta de dados, começando pelas capitais brasileiras e alcançando, posteriormente, o interior. A SB Brasil se baseia na busca ativa: a equipe de campo vai até a casa das pessoas para fazer a avaliação bucal. No total, serão examinados 50,8 mil moradores de 422 municípios (a maior amostra entre todos os levantamentos já feitos). A pesquisa nacional é feita a cada 10 anos e, inicialmente, estava prevista para ser realizada em 2020, mas precisou ser adiada em decorrência da pandemia de Covid-19.

Quem participa

A pesquisa se baseia na coleta de dados socioeconômicos, por meio de questionário, seguida da avaliação da saúde bucal, com um exame físico, de pessoas das seguintes idades: 5 anos, 12 anos, 15 a 19 anos, 35 a 44 anos e 65 a 74 anos. Assim, são identificadas as necessidades e agravos bucais mais prevalentes. Esse trabalho é realizado por equipes de campo compostas por 2,5 mil profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o Brasil. Os agravos identificados terão estimativas por estados, capitais e regiões de municípios do interior. 

Sobre a pesquisa

A SB Brasil é um levantamento epidemiológico conduzido pela Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, que caracteriza as condições dentárias da população brasileira. Por meio do levantamento, são verificadas a prevalência de agravos de saúde bucal (como dentes cariados, perdidos e obturados, doenças periodontais, necessidade de próteses dentárias, aparelhos ortodônticos, condições da oclusão e traumatismo dentário), condições de acesso, principais serviços acessados, periodicidade da visita ao dentista, ocorrência de episódios agudos de agravos bucais, impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida e outras necessidades dentárias. 

Essas informações viabilizam a proposição de políticas públicas e estratégias (nas esferas nacional, estaduais e municipais), assim como o monitoramento e avaliação das estratégias em curso da Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), e marca a continuidade de pesquisas realizadas em 2003 e 2010, consolidando uma série histórica. Também oferecem condições de avaliar a evolução das condições de saúde bucal longitudinalmente e comparando com outros países.

Em dezembro de 2021, Belo Horizonte recebeu a iniciativa como cidade piloto da pesquisa. As equipes de saúde treinadas fizeram a coleta de dados com moradores da capital mineira para ajustar detalhes técnicos antes de expandir para o restante do País. A SB Brasil tem a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como instituição técnica responsável, e conta com apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), de universidades e institutos de pesquisa em saúde pública, do CFO e de instituições representativas da área de odontologia no País.

Outras iniciativas

Além da SB Brasil, o Ministério da Saúde fez mais dois lançamentos hoje e um deles é o da segunda edição do Guia de Orientações para Atenção Odontológica no Contexto da Covid-19. O material foi desenvolvido pela Pasta em parceria com o CFO para orientar gestores e profissionais na organização dos serviços de saúde bucal no contexto da pandemia. A nova edição atualiza o guia de 2020 com base em novas evidências científicas disponíveis, considerando o cenário epidemiológico mais atual.

Também foi anunciado o Censo Demográfico da Força de Trabalho Odontológica no Brasil. A pesquisa tem o objetivo de descrever o perfil dos trabalhadores da área de odontologia, considerando as cinco categorias profissionais regulamentadas hoje: cirurgiões-dentistas, técnicos em auxiliares em saúde bucal e técnicos e auxiliares em prótese dentária. Os resultados também mostrarão qual a distribuição e as potencialidades da força de trabalho em saúde bucal no País. O censo será desenvolvido pelo Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ), em parceria com o CFO e a Opas. O Ministério da Saúde investiu R$ 500 mil na ação.

Nas fotos, a presidente Sandra Silvestre com Wellington Carvalho, coordenador nacional de saúde bucal do Ministério da Saúde e Juliano do Vale, presidente do CFO; e com Efigênia Ferreira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do SB Brasil

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