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ACM e Fiesc se unem a entidades empresariais para criar serviço de telemedicina e ambulância no atendimento à Covid-19

Serviço de Triagem de pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 começou a funcionar ontem (21/03), às 7 horas da manhã, na região de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, primeiramente com atendimento por telemedicina e regulação feita por empresa de emergência médica e ambulâncias. A ligação é gratuita, pelo fone 0800 402 000.

O atendimento permitirá o cuidado dos pacientes especialmente já na segunda fase da doença (quando os sintomas demonstram o início do processo inflamatório), na tentativa de evitar a necessidade de internação em leito de UTI. Dessa forma, a iniciativa busca desafogar as emergências e as unidades de terapia intensiva dos hospitais, hoje com a estrutura colapsada pelo agravamento da pandemia na região.       

A ação faz parte da força-tarefa “Aliança pela Vida”, criada entre a Associação Catarinense de Medicina (ACM) e a Federação das Indústrias (FIESC), integrando também a Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), CDL de Florianópolis, Engie Brasil Energia, Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Sindicato das Empresas da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), movimento Floripa Sustentável e OAB/SC.

O projeto do Centro de Triagem começou a ser desenvolvido nos primeiros dias de março e foi se construindo de acordo com as possibilidades do momento, priorizando a essencial agilidade na implantação e a segurança do paciente.  O início das atividades por telemedicina e uso de ambulâncias foi a resposta mais rápida encontrada pela força-tarefa, tendo em vista a imensa complexidade para montar uma estrutura de leitos emergenciais com toda a segurança indispensável aos pacientes, equipe médica e demais profissionais da saúde, equipamentos, oxigênio, mobiliário, EPIs, entre tantos outros insumos. Além disso, questões jurídicas e legais exigiram uma mobilização na busca de soluções alternativas, correndo contra o relógio, como o momento exige.   

A ACM foi a responsável pelo suporte técnico da ação e a maior defensora para que o atendimento contemplasse os casos em fase pré-inflamatória e sem restrição aos pacientes SUS (Sistema Único de Saúde). “O importante é atuar de forma efetiva para reduzir a necessidade de leito de UTI, oferendo uma assistência diferenciada à pessoa, antes de agravar a doença, protegendo sua vida”, afirma o presidente da ACM, Ademar José de Oliveira Paes Junior. 

As definições de contratação do serviço de emergência médica foram feitas pelas entidades empresariais que colaboraram com o importante recurso para viabilizar a ação. A ideia inicial é uma operação de 30 dias (prorrogáveis), com contrato junto à empresa HELP Emergências Médicas para atendimento em domicílio (cerca de 25 por dia) e 200 atendimentos diários via telemedicina, com parceria médica do Hospital SOS Cárdio.   

      

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